Maria Descalça

A casa da aldeia, sempre trouxe à memória as brincadeiras da infância. Eu adorava aquelas férias de verão a brincar pelo campo e a ver as senhoras a trabalhar nos teares e costura, mas nunca pensei vir um dia a tornar-me numa dessas artesãs de mão cheia. Estamos em 2013, quando começo a estar com alguma regularidade na casa de família, na aldeia e a ocupar os meus dias a fazer experiências no tear que ali existia. Entre as diferentes matérias-primas que experimento o plástico foi o de eleição. A investigação feita levou-me a perceber que o plástico da forma que estava a ser usado iria ser algo de muito poluente no meio ambiente. Em 2014, começo a participar em algumas feiras, em Lisboa e rapidamente percebo que as pessoas começavam a estar sensíveis ao tema da reciclagem. O conceito é reciclar a matéria-prima (sacos de plástico) que está em fim de vida, e de uma forma inovadora juntar o tradicional com o moderno, transformando cada peça num produto único. A leveza do material e o amor com que cada peça é feita dão-lhe o brilho que merecem. Tal como as Mulheres de antigamente que descalças passavam horas, (em palheiros e barracões ao frio) a pisar os pedais para criarem as mantas, tapetes com tecidos em fim de vida e assim davam vida a novas peças, também a Maria Descalça quis criar. No fundo já estas Mulheres no passado faziam reciclagem de matérias-primas, só a expressão “reciclar” é que não estava na moda como nos dias de hoje.

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