10/9/2019
Sugestão de agenda - RHI - Revolution_Hope_Imagination
A iniciativa, assinada pelo Arte Institute Nova Iorque, percorre o país de norte a sul e reúne inúmeras referências internacionais de diversas áreas das artes, dos negócios da cultura e do turismo
Filipa Belo

A iniciativa, assinada pelo Arte Institute Nova Iorque, percorre o país de norte a sul e reúne inúmeras referências internacionais de diversas áreas das artes, dos negócios da cultura e do turismo

Está a chegar o RHI - o maior evento realizado em Portugal na área das artes e da cultura

Falta apenas uma semana para arrancar a primeira edição do RHI - Revolution_Hope_Imagination , uma mega iniciativa promovida pelo Arte Institute que pretende acelerar um novo diálogo entre a Arte e os Negócios, a Cultura e o Turismo. Entre os dias 14 e 21 de setembro, o RHI vai reunir em Portugal curadores, programadores culturais e artistas oriundos de várias partes do mundo. Arranca em Lisboa no dia 14 de setembro e passa depois por Torres Vedras, Caldas da Rainha, Óbidos, Guimarães, Leiria, Alcobaça, Évora, Vidigueira, Loulé, Funchal e Faro, promovendo talks (a partir dos 10 euros, com membership), workshops (dos 0 aos 35 euros) e espetáculos (na maioria gratuitos) nas 12 cidades. Música, Arquitetura, Design, Teatro, Cinema, Audiovisual, Dança, Literatura, Educação e Cidadania são as áreas contempladas por este evento ambicioso, uma aposta da responsabilidade de Ana Ventura Miranda e que já é apelidada de “Web Summit da Cultura”.

“Para além de aproximar o público da arte, o objetivo da iniciativa é dotar os artistas de ferramentas para que possam otimizar a sua relação com o financiamento, propor outras modalidades de negócio e criar ligações mais sólidas entre o turismo e a cultura”, explica Ana V. Miranda, Diretora do Arte Institute e mentora da iniciativa. Neste contexto foram criadas 75 talks distribuídas pelas áreas acima referidas, 50 workshops (para profissionais das artes e cultura, mas também para o público e que incluem oficinas pensadas para crianças) e dezenas de espetáculos, muitos deles com entrada gratuita. Neste diálogo que é à escala mundial, são 23 os países envolvidos, estarão presentes representantes governamentais de países como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Indonésia Tailândia, México e das ilhas Canárias  e contam-se mais de 20 oradores e programadores internacionais de referência, num programa vastíssimo que vale a pena consultar no site da iniciativa: www.rhi-think.com.

É importante que Portugal comece a ser visto como um destino cultural turístico. É essencial criar redes internas no país entre artistas, produtores e agentes culturais através de uma descentralização pelo país e trazer mais programadores a Portugal para que possam conhecer os artistas e a cultura portuguesa contemporânea,” afirma Ana V. Miranda. É por este motivo que, após esta semana de eventos promovidos em Portugal e que percorrem todo o país, o RHI continuará vivo através de uma plataforma online, o site RHI, que garantirá a sustentabilidade dos objetivos da iniciativa, criando redes nacionais e ao mesmo tempo abrindo portas para a internacionalização dos artistas portugueses. “Através da plataforma, será possível, depois de setembro, qualquer pessoa em qualquer parte do mundo fazer o booking de espetáculos portugueses, sendo que os agentes turísticos poderão fazer o mesmo para os seus clientes que venham a Portugal”, explica Ana V. Miranda.

Um diálogo de Arte com curadores, programadores e artistas vindos de várias partes do mundo: Bem-vindos ao RHI

Entre os dias 14 e 21 de setembro o RHI promove talks, workshops e espetáculos por todo o país nas cidades acima referidas. A iniciativa arranca no dia 14 de setembro na Culturgest e conta na sua abertura com uma introdução de Paulo Macedo, Presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos.  

Na área da música, na Culturgest, reúnem-se programadores dos maiores palcos americanos: Jill Sternheimer, do Lincoln Center em Nova Iorque, M.A. Papper do The Town Hall, Paula Abreu do SummerStage no Central Park ou Ian Noble, promotor do Metropolitan Entretainment discutem o mercado americano, promovendo no mesmo dia um workshop onde os artistas poderão esclarecer as suas dúvidas numa conversa one to one.  

Ainda no primeiro dia do evento, no mesmo local, Jason Fine, editor da revista Rolling Stone, junta-se a Catalina Maria Johnson e Matthew Covey para falar de media e autorizações para atuar nos EUA. Mas desde a análise do case study do Hot Clube Portugal, passando por um workshop de voz para crianças, promovido pela mesma associação, a um outro sobre apoios à internacionalização, há muito mais para descobrir na área da música e a conhecer no site da iniciativa. Pequenos-almoços e almoços de networking entre os programadores internacionais e os artistas, produtores, agentes culturais e agentes de Turismo irão acontecer ao longo de toda a semana de eventos do RHI, assim como showcases com artistas locais para possíveis internacionalizações, oportunidades únicas e disponíveis nestas ações promovidas e distribuídas por todo o país.

Nas áreas do cinema, teatro e audiovisual, acolhidas pelo CCB, no dia 14 de setembro o ator Joaquim de Almeida e o produtor de espetáculos Hugo Nóbrega discutem o Mercado e o Modelo Americano, contando com a participação e a moderação da atriz Benedita Pereira. Já o produtor Rene Bastian (EUA),  o realizador e argumentista Pedro Varela, o realizador Luís Campos (Bro, Portugal) e o ator angolano Pedro Hossi abordam as coproduções com a América do Norte e do Sul, numa talk que conta ainda com produtores e atores do EUA e Brasil. Leticia Santinon (SESC – Brasil) e Teresa Ugarte (Rede de salas de cinema – Chile) falam sobre as Redes de Teatro e Cinema na América Latina. Nestas áreas, discutem-se questões prementes como as Novas Plataformas Digitais para a Indústria – onde se inclui a apresentação da plataforma Castmi pelo realizador Henrique Pina, e da plataforma Performing Art, pela Diretora Sara Machado - o video on demand, e apresentam-se novos projetos.  

Na Literatura, acolhida pela Casa da América Latina, há uma série de painéis com escritores como José Luís Peixoto, Prabda Yoon entre outros. Javier Riojo e Luís Filipe Castro Mendes, por exemplo, falam sobre a internacionalização da língua através do cinema, das telenovelas e da música.  Já Gonçalo M. Tavares estará em Faro no dia 17 numa colaboração com a organização ArQuente para a Exposição “The Wrong House Project” – em colaboração com School of Visual Arts (NY). A Casa ao Lado – Projecto Street Art (para crianças e adultos) é um dos exemplos dos vários workshops disponíveis nesta área, e (Só.tão), de Luiz Caracol e Gus Liberdade, um dos espetáculos multidisciplinares associados, a conhecer também na Casa da América Latina.

Na Dança, que se instala no Teatro São Luiz analisa-se as novas plataformas, mas também uma série de case studies em que a dança foi agente de mudança. Um workshop de Introdução à Dança com Marta Coutinho, pensado para crianças é sem dúvida uma proposta a não perder no São Luiz e que irá rumar depois a Torres Vedras (16.09), Óbidos (16.09), Alcobaça (17.09) e Leiria (18.09). A escritora Brasileira, Katia Gerlach e Allison Plamondon, Bailarina Canadiana, apresentam uma Performance interativa com o público no dia 14 de setembro no S. Luiz, em Guimarães no dia 17 e em Leiria no dia 18.

No MAAT, que recebe a Arquitetura, no dia 14 são apresentados Case Studies de como um evento cultural pode dinamizar a promoção de uma cidade inteira e as suas estruturas, pela Ars Electronica com o conceituado gestor e diretor artístico Gerfried Stocker. Discute-se também o mercado EUA vs mercado Europeu, pela Massachusetts Design Art & Technology Institute com Roger Mandle, o Presidente do Board, e um representante do MAAT e, ainda neste dia, Ana Granados,  Sofia Machado (LaMIPA) e Patrícia Canelas (Arquiteta e Urban Planner) abordam a forma como o Mercado Imobiliário e a Cultura se podem entreajudar financeiramente. No dia seguinte, na área do Design, nomes como Henrique Ralheta, do Loulé Design Lab, ou Fátima Durkee (Passa ao Futuro) apresentam Case Studies de Renovação do Património. Haverá ainda a talk Art Collaborations in Thailand, por Somrak Sila – Cofundadora da WTF Bangkok e, entre outros, um workshop de Robots e realidade virtual (adultos e crianças) e um workshop de Marcador de Livros em empreita de palma com a marca TASA, uma iniciativa da Portugal Manual.

Por último, na área da Educação e Cidadania, Manuela Tavares, Presidente da Welcome People & Arts leva a talk Entre-culturas - Interculturalidade em tempo de ubers no dia 14 de setembro à Fundação Oriente, enquanto que o representante oficial da Indonésia falará, no dia 15, sobre os seus Case Studies de Arte & Business e Mecenato. A apresentação do Painel Organização de Estados Ibero-Americanos, sobre a Economia Laranja, conta com Ana Paula Laborinho, Directora OEI Portugal e Adriana Padilla, diretora das Indústrias Culturais e Criativas da Câmara de Comércio de Bogotá e será também no dia 15 de setembro, outra conversa a não perder.  Ainda na Fundação do Oriente há um workshop gratuito de Batik no dia 14 de setembro, o Batik Fashion Show de 14 a 16 e um Bazar nos dias 15 e 16.

E porque os shows não podem faltar, o RHI reúne ainda uma série de espetáculos destinados ao grande público. Apenas para nomear alguns, dia 14 de setembro, na Culturgest, o poeta e escritor angolano, Ondjaki junta-se a António Gonçalves, Filipe Raposo e com a participação especial de Afonso Cruz apresentam o espetáculo Desnavegar  enquanto que no palco da Fundação Oriente, no dia 15, é possível assistir ao bailado Murmúrios de Pedro e Inês, coreografado por Fernando Duarte. Ainda ao longo da semana, os espetáculos selecionados no call for artists decorrem em vários pontos do país e são de entrada gratuita. De assinalar que o call for artists, lançado em abril, teve em menos de um mês mais de 200 candidaturas de 29 países diferentes.

A curadoria do RHI ficou a cargo de Ana Ventura Miranda, Ivo Canelas e Paula Abreu. Já a programação foi responsabilidade de Afonso Cruz, John Gonçalves, José Luís Peixoto, Marta de Menezes, Nuno Bernardo , Pedro Varela e Filipa Belo.  O programa completo pode ser consultado no site: www.rhi-think.com e os bilhetes para os vários acontecimentos já estão à venda na ticketline. Para além dos bilhetes, é possível também aderir ao Membership Anual do RHI que garante descontos – a público e profissionais – nos eventos da iniciativa durante 12 meses. As informações relativas a esta oferta encontram-se no separador Membership do site. A primeira edição do RHI conta com o apoio da EDP, Caixa Geral de Depósitos, Fundação Millennium BCP, Pares Advogados, Polarising, Hyundai, Pestana Hotel e Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

A Portugal Manual promoverá algumas das suas experiências porque acreditamos que é no quotidiano de uma oficina que se sente o pulsar renovado da criação.


BORDADO EM FOTOGRAFIA COM A AVÓ VEIO TRABALHAR

LISBOA - CASA DA AMÉRICA LATINA

15/09 às 10H30

Mergulhe nas histórias da nossa avó e sente-se ao lado das avós mais bonitas da cidade. Terá a oportunidade de conversar e aprender a fazer um bordado criativo num cartão postal a preto e branco de Lisboa.

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PLÁSTICO – UMA NOVA VIDA COM MARISA ALMEIDA, FUNDADORA MARIA DESCALÇA

LISBOA - FUNDAÇÃO ORIENTE | MUSEU DO ORIENTE

15/09 às 11h

Na "Experiência Portugal Manual: Plástico - Uma Nova Vida" os participantes poderão criar peças únicas combinando a técnica antiga de tecelagem com a reutilização de sacos de plástico em fim de vida. Pelas mãos da Marisa Rebelo, fundadora da marca Maria Descalça, os participantes aprenderão uma maneira diferente de reciclar os sacos de plástico e ainda as técnicas básicas de trabalho em tear.

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CESTARIA TÊXTIL COM MARIA PRATAS

LISBOA - CASA DA AMÉRICA LATINA

15/09 às 14h

Este workshop é baseado na experimentação e exploração de fibras têxteis utilizando a técnica básica de cestaria.
O objetivo é criar e construir um objeto com um cordão adicionando outros materiais têxteis disponíveis.

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MARCADOR LIVROS EM EMPREITA DE PALMA COM PROJETO TASA

LISBOA - MAAT

15/09 às 14h

A palmeira-anã tem sido utilizada desde sempre, para fazer vários tipos de cestos. Estas plantas nativas estão na origem de técnicas ancestrais como a “empreita”, um entrançado que se faz com as folhas da palma. Experiencie esta cultura autêntica, num workshop prático, e crie o seu próprio marcador de livros.

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CAIXA TUBO DE CANA COM PROJETO TASA

LISBOA - MAAT

15/09 às 16h

A cana e outras plantas aquáticas têm sido utilizadas desde sempre por pastores e crianças, para fazer objetos de uso quotidiano e lazer. Estas plantas nativas estão na origem de técnicas e objetos icónicos que são parte importante do rico património cultural da região.
Experiencie um workshop prático e crie o seu próprio objeto para levar e recordar.

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